Pedagogia da Música de Preto

Pedagogia da música  de preto!!!..

Muitos professores e estudantes estão agradecendo as publicações, os textos, as atividades que estão sendo construídas pela rede Educação Griô. Fico imensamente feliz com o reconhecimento da importância dos educadores e estudantes brasileiras com a nossa história preta, com nossa música ancestral.. Salve a palavra cantada dos griots: Sambadas, afoxés, RAP, Ragga, Reggae, maracatu,  baião, coco, repente, emboladas…

segue o texto da professora Gabrielle Cotrim:

“Adriana, VC esta SMP me ajudando a levar novos elementos para a sala de aula só pelas postagens do FB. Obrigada!!!”

E olha  a professora ae  fazendo música junto  com a gente:

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Arte-educadora e contadora de história Ligia Grangeiro, fundadora da Aldeia Curumin – Niterói:

“É bom que vc saiba o quanto fiquei impressionada com sua capacidade de liderança e sensibilidade na condução do grupo. Isso me deixou bem tranquila. É comum projetarmos no grupo uma expectativa de acordo com nossas necessidades, ignorando o que o outro é. Tenho um pouco de dificuldade nesse aspecto e me policio muito para ter um relacionamento respeitoso com as pessoas. Temos muito o que trocar porque penso também que um grupo de educadores precisa estar em continuo processo de auto conhecimento. Como dizia Paulo Freire quem educa tem que saber se educar. Acho esse movimento fascinante.Vamos nos falando……. Bjs  Ligia”

E a professora Profa. Andréia Prestes da Escola Municipal de Realengo, que naquele momento mágico, nos diz:

“A cultura que ali compartilhamos é de extrema importância, pois aqueles alunos não tem acesso a cinema, teatro e a manifestações culturais… Os alunos adoraram!!! Essa semana enquanto eu preparava uma atividade em sala alguns alunos cantavam as músicas que aprenderam com vocês. Foi muito legal.”

E olha a professora, e a escola toda dançando a ciranda, nas mesma atividade que teve  grafite e roda de rima, da cultura Hip Hop…

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Gratidão a essas mulheres, educadoras, pessoas sensíveis que entenderam a  importância educativa da música! Muita gratidão por poder ter estado  aprendendo junto vocês!

 

 

 

 

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ORI ! Por uma estética do terreiro

Saudações griots!  No próximo mês de novembro, 2014, será inaugurada a exposição ORI da educadora e artista plástica Regina Lima.

Local: Instituto Cultural Germânico – Tijuca/RJ

Data: 07 de novembro 2014

Horário: 18h.

 

ORI Regina Lima

 

 

A partir da exposição da coleção de quadros “ORI” da artista Regina Lima,  abre-se uma andança pelas poesias de Adriana de Holanda, entremeadas com os ritmos e sons  do terreiro  de candomblé e da percussão da música tradicional africana .

Foram criadas poesias específicas de Adriana de Holanda (Juremeira e coordenadora da Rede Educação Griot) para os quadros da artista  Regina Lima. Os poemas inéditos  compõem junto com os quadros e as sonoridades da música de matriz  africana e indígena, um conjunto de linguagens artísticas que provocam  o olhar e os afetos  para a estética do terreiro, sua beleza e a propulsão  criadora entre arte negra e saúde, entendida como produção de vida, do agradecimento e pertencimento à ancestralidade  com suas cores, sons, tons, mensagens, mitos.

 

Objetivo:

O conjunto de intervenções “ ORI” pretende provocar o olhar  e a dimensão sensível   para a beleza e a arte do terreiro;  propiciando a desconstrução do preconceito e discriminação étnica-cultural, através da disseminação dos saberes e fazeres do terreiro, com suas histórias sobre a arte e  paz, amor e cuidado, espiritualidade e estética da existência,  sabedoria  ancestral e organização comunitária. Saberes e fazeres das comunidades  de terreiro como heranças das artes   de existência herdadas do povo africano no seu encontro com o povo indígena na formação do território estético, político e cultural  do Brasil.

 

Desdobramentos 2015: sistematização de um conjunto de intervenções estéticas ORI: DIÁSPORA GRIOT,  que associará as linguagens  da pintura, da contação de histórias, da culinária, poesia e música de matriz afro-ameríndia presentes no terreiro de tradição nagô, entendido como território sagrado de experiência estética de matriz africana no Brasil.Esse conjunto de elementos artísticos: música, poesia, literatura oral e artes plásticas, soma-se a culinária de terreiro como elemento estético de valor inestimável para a arte da existência comunitária e resistências dos povos de matriz africana.